John P. Lampignano e Leslie E. Kendrick | Bontrager - Tratado de Posicionamento Radiográfico e Anatomia Associada

452 BONTRAGER | TRATADO DE POSICIONAMENTO RADIOGRÁFICO E ANATOMIA ASSOCIADA 12 vESíCulA BIlIAR E DuCTOS BIlIARES (INCIDêNCIA EM PERFIl) A vista em perfil simplificada desenhada na Figura 12.8 ilustra as relações do fígado , da vesícula biliar e dos ductos biliares vistos do lado direito. A vesícula biliar é anterior ao plano coronal mediano, enquanto o sistema ductal situa-se mais na linha média. Essa rela- ção espacial influencia o posicionamento ideal da vesícula biliar ou dos ductos biliares. Se for necessário colocar a vesícula biliar o mais próximo possível ao receptor de imagem (RI), a posição em decúbito ventral (pronação) seria mais apropriada que o decúbito dorsal. Se o propósito principal for drenar a vesícula biliar atra- vés do sistema ductal, o paciente deve ser colocado em decúbito dorsal (supinação) para auxiliar essa drenagem. Revisão da anatomia RADIOGRAFIA DA vESíCulA BIlIAR A posição oblíqua anterior esquerda (OAE) da vesícula biliar (Figura 12.9) demonstra o ducto cístico e as três principais divi- sões da vesícula biliar. A. Ducto cístico B. Colo C. Corpo D. Fundo. ulTRASSONOGRAFIA ClíNICA A ultrassonografia (ultrassom) da vesícula biliar oferece meios não invasivos de estudar a vesícula biliar e os ductos biliares (Figura 12.10). A ultrassonografia oferece quatro vantagens: 1. Sem radiação ionizante: uma modalidade de imagem sem radiação ionizante que elimina a exposição à radiação do paciente, do radiologista e do técnico 2. Detecção de pequenos cálculos: a ultrassonografia pode detec- tar pequenos cálculos na vesícula biliar e nos ductos biliares 3. Semmeio de contraste: nenhummeio de contraste é necessá- rio com a ultrassonografia. Portanto, essa é a alternativa ideal para pacientes sensíveis a agentes de contraste iodados 4. Redução da preparação do paciente: a preparação do paciente para efetivar a ultrassonografia é altamente reduzida em compa- ração a outras modalidades. O paciente deverá estar em jejum por 8 horas antes do exame. O exame fornece um diagnóstico rápido para doenças da vesícula biliar, e o médico pode tomar uma decisão cirúrgica em horas. Indicações clínicas RADIOGRAFIA DA vESíCulA BIlIAR E DO DuCTO BIlIAR As indicações clínicas para doenças da vesícula biliar incluem náuseas, azia, sensação prematura de plenitude pós-prandial, des- conforto no quadrante superior direito (QSD) e vômito. Muitas condições anormais podem ser demonstradas usando várias modalidades de imagem, incluindo as que se seguem. É impor- tante que os técnicos estejam familiarizados com a terminologia biliar (Tabela 12.1). Tabela 12.1 Terminologia biliar. TERMO SiGNiFiCADO Cole- Prefixo que denota relação com a bile Cisto- Prefixo que denota saco ou vesícula Colélitos Cálculos biliares Colelitíase Condição de ter cálculos biliares Colecistite Inflamação da vesícula biliar Colecistectomia Remoção cirúrgica da vesícula biliar Duodeno Ducto biliar comum Ducto hepático comum Fígado Vesícula biliar Ducto cístico Posterior Anterior Figura 12.8 Vista lateral da vesícula biliar e dos ductos biliares. Figura 12.9 Coledocolitíase. A imagem de colangiopancreato- grafia por ressonância magnética (CPRM) em um corte espesso produz uma avaliação mais abrangente da árvore biliar, mostrando a coledocolitíase ( setas ) e a extensão total da dilatação biliar intra e extra-hepática. (De Roth CG, Deshmukh S. Fundamentals of body MRI , ed 2, Philadelphia, 2017, Elsevier.) VB Long VB 0 2 4 6 8 6C2 T4.4 22 fps 2DG 80 DR 60 Figura 12.10 Ultrassonografia da vesícula biliar (VB).

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